I'm free
I'm free
And freedom tastes of reality
I'm free
I'm free
And I'm waiting for you to follow me
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Death Is Not The End
Nick Cave + Kylie Minogue + The Pogues
Quando você estiver triste e solitário
E não tiver amigos
Basta lembrar que a morte não é o fim
E todos os seus sonhos desapareceram
E você não sabe o que há de dar certo
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
Quando você está em pé numa encruzilhada
Que você não consegue compreender
Basta lembrar que a morte não é o fim
E não há de haver um conforto que
Com a ajuda das mãos possa te emprestar
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
Pois a árvore da vida está crescendo
Onde os espíritos nunca morrem
E a luz da salvação
Subiu no céu escuro e vazio
Quando as cidades estão em chamas
Com a queima da carne dos homens
Basta lembrar que a morte não é o fim
E quando você está à procura
De um cidadão disciplinado
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
BE POSITIVE
Quando você estiver triste e solitário
E não tiver amigos
Basta lembrar que a morte não é o fim
E todos os seus sonhos desapareceram
E você não sabe o que há de dar certo
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
Quando você está em pé numa encruzilhada
Que você não consegue compreender
Basta lembrar que a morte não é o fim
E não há de haver um conforto que
Com a ajuda das mãos possa te emprestar
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
Pois a árvore da vida está crescendo
Onde os espíritos nunca morrem
E a luz da salvação
Subiu no céu escuro e vazio
Quando as cidades estão em chamas
Com a queima da carne dos homens
Basta lembrar que a morte não é o fim
E quando você está à procura
De um cidadão disciplinado
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Basta lembrar que a morte não é o fim
BE POSITIVE
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
2milinove
Saldo:
- Primeiro semestre melhor que o segundo semestre.
- Um vacilo grande meu. Mas superado.
- Uma decepção grande de uma pessoa. Em superação.
- Reaproximação de grandes amigos que estão casados e havíamos perdido o contato por causa dos desencontros de ambientes.
- Reaproximação de amigos de longe numa festa maravilhosa realizada no final do ano. festa que virará tradição, já que estamos montando um calendário no ano que vem para a realização de outras.
- Novo emprego e nova função, além de um novo salário.
- Novo lar em vista. Ainda estudando lugares.
- Lugares novos conhecidos:
- Londrina (cidade belíssima! muito bonita, várias opções de lazer, parques lindos, bares temáticos e muito bem montados, pessoas legais que conheci - Marcela, Cristiano, Carol, Vanessa, e a Brahma, cadelinha da Paula que mastigou um cinto e alguns outros pertences meus. tempo de estadia: praticamente um mês inteiro)
- Garopaba (praias lindas, mais amizades novas, muito namoro. tempo de estadia: 7 dias.
- Ourinhos (cidade semelhante a Resende, porém mais organizada. boliche, banhos de piscina numa casa maravilhosa e o karaokê mais engraçado ever. tempo de estadia: 3 dias.
- Novo Hamburgo (cidade bonita. um bar muito legal chamado Abbey Road, uma boate chamada Il Brasco. primeira ida maravilhosa. segunda ida terrível, antes não tivesse ido. e o pior é que ainda vou ficar pagando a passagem por vários meses. pessoas legais que conheci: Carol, Juliano e Diogo.
Vamos que vamos. Dois mil e dez tá aí. Novo emprego, novo salário, nova moradia... Solteiro e ainda com boa vontade, apesar dos percalços. Amigos reunidos de novo, volta aos esportes e disposição renovada! O ano promete ser melhor que esse que passou!
- Primeiro semestre melhor que o segundo semestre.
- Um vacilo grande meu. Mas superado.
- Uma decepção grande de uma pessoa. Em superação.
- Reaproximação de grandes amigos que estão casados e havíamos perdido o contato por causa dos desencontros de ambientes.
- Reaproximação de amigos de longe numa festa maravilhosa realizada no final do ano. festa que virará tradição, já que estamos montando um calendário no ano que vem para a realização de outras.
- Novo emprego e nova função, além de um novo salário.
- Novo lar em vista. Ainda estudando lugares.
- Lugares novos conhecidos:
- Londrina (cidade belíssima! muito bonita, várias opções de lazer, parques lindos, bares temáticos e muito bem montados, pessoas legais que conheci - Marcela, Cristiano, Carol, Vanessa, e a Brahma, cadelinha da Paula que mastigou um cinto e alguns outros pertences meus. tempo de estadia: praticamente um mês inteiro)
- Garopaba (praias lindas, mais amizades novas, muito namoro. tempo de estadia: 7 dias.
- Ourinhos (cidade semelhante a Resende, porém mais organizada. boliche, banhos de piscina numa casa maravilhosa e o karaokê mais engraçado ever. tempo de estadia: 3 dias.
- Novo Hamburgo (cidade bonita. um bar muito legal chamado Abbey Road, uma boate chamada Il Brasco. primeira ida maravilhosa. segunda ida terrível, antes não tivesse ido. e o pior é que ainda vou ficar pagando a passagem por vários meses. pessoas legais que conheci: Carol, Juliano e Diogo.
Vamos que vamos. Dois mil e dez tá aí. Novo emprego, novo salário, nova moradia... Solteiro e ainda com boa vontade, apesar dos percalços. Amigos reunidos de novo, volta aos esportes e disposição renovada! O ano promete ser melhor que esse que passou!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Aniversário
Diferente!
Eu não tinha idéia do que fazer. No meio da semana o Fernandão me ofereceu a cobertura do prédio dele pra poder fazer uma festa lá, no sábado (véspera do meu aniversário), mas contanto que fosse uma festa pequena, só com os amigos próximos. Fiquei de dar a resposta pra ele, mas não animei.
Durante a tarde de sábado eu preferi ir à segunda casa do Tatá para tomar um banho de piscina. Estavam lá o Renato e o Daniel, além das esposas e filhos do Tatá e do Renato. Não ficamos muito tempo. Saímos antes mesmo de anoitecer. Mas combinamos que no dia seguinte faríamos algo lá pra comemorar meu aniversário. Estariam os três, mais o Job, Paulo Fernando, respectivas esposas, e sei lá quem mais...
Daí chego em casa e não tenho a mínima idéia do que fazer na hora da virada. Pensei em arrumar uma companhia. Daí me disseram que tinha festa na Clave do Sol e na Appaloosa. pensei que era só isso mesmo: "bom, então vou pra appaloosa e vou tentar chamar alguém pra ir comigo". Mas... ninguém queria ir. Marcília preferia Clave do Sol, Dudu sem grana, os outros pura desanimação... Então o Dudú soltou a idéia de subirmos para Visconde de Mauá, e ficarmos hospedados na loja de seu tio, em Maringá.
Entrei na pilha na hora.
Não dava pra ir no meu carro, pois está emprestado com meu irmão, que está com o carro na oficina. Fomos no carro do Dudú. Quase duas horas de viagem, pois o imbecil da oficina onde o Dudú havia deixado seu carro fez o favor de cortar as molas dos amortecedores. Então tivemos que subir pianinho... Chegamos lá por volta de 00h, e fomos direto à loja do tio dele, mas o tio não estava. Fomos então a um bar logo a frente, e o tio dele estava lá. Com ele estavam algumas amigas. Nos apresentamos, me deram os parabéns e ficamos ali até por volta de 3 da manhã. Não estava tão cheio, mas também não estava nada vazio. Uma dupla tocava no bar. Violão e percussão, e mais alguns músicos convidados subiam para ajudar (o Dudú subiu para tocar um pouco de percussão também). Repertório lotado de músicas do Clube da Esquina e clássicos hippongas do Brasil. Perfeita sinergia de som com o ambiente. Encontrei a Tatiana Ratinetz lá e conversamos um pouco. Esqueci de recarregar a bateria do celular, então no dia seguinte ele já estava descarregado... Não sei se recebi telefonemas enquanto ele estava desligado, mas se recebi eles não foram mostrados depois que o carreguei. Mas vi que Marisa, Flavinha e Rafael me mandaram SMS. Teve gente que achei que ia mandar, mesmo por educação, mas não mandou. Não importa. Só fui lembrar disso na segunda feira.
Acordamos cedo e tomamos café. Dia maravilhoso, de muito sol. Pegamos o carro e subimos até Maromba. Queríamos ir ao Escorrega. Água geladíssima, queimando o corpo. Excelente. Encontramos um pocinho vazio e ficamos mergulhando por lá. Outra coincidência do final de semana foi ter encontrado na cachoeira o Gustavo, irmão da Ana Clara e cunhado do meu irmão. Ficou um tempo com a gente. Fazia um certo tempo que eu não ia ao Escorrega da Maromba... Foi ótimo ter ido num dia tão bonito e ainda mais no meu aniversário!
Ficamos por volta de 3, 4 horas. Voltamos à loja e almoçamos. Caminho de volta, mais rápido que a ida. Cachoeira esgota o corpo, e eu mergulhei bem mais que o Dudú, então acabei pegando um pouco no sono. Chegando em Resende, ainda antes de anoitecer, passamos em frente ao cinema e vi os horários para o filme Avatar. Chamei o Dudú, mas ele não quis ir. Pensei então em ir sozinho mesmo, coisa que quase nunca fiz em vida. E fui... cheguei quase na hora da sessão, pois o estacionamento do shopping estava uma confusão enorme. Aponto para a direção do cinema e vejo duas filas enormes. Pensei: "pronto.. fudeu. todos os ingressos foram vendidos e não vou conseguir ver o filme", mas resolvi arriscar, óbvio. Fui ao guichê e perguntei para a moça se os ingressos dos dois cinemas haviam sido esgotados. Ela disse que sim. Daí perguntei se não haveria ao menos um ingresso sobrando pra quem tá fazendo aniversário, e dei uma piscada. Não sei se pela piscada ou pelo fato de ser aniversário meu, mas a garota disse "ah, tem um sobrando aqui sim. mas é teu aniversário mesmo?". Disse que sim e mostrei a CNH. Ela me deu o ingresso, me deu os parabéns, e fui pro fim da fila. Quando chego lá começo a bater papo com alguns dos outros integrantes da fila e ao longe vejo o Renato, e logo atrás dele o Daniel. Daí em seguida vejo o Job, e toda a criançada com eles, inclusive os filhos do Tatá, que não estava junto. Achei que eles veriam no outro cinema, mas só o Renato ficou no cinema 1, todos os outros foram para o cinema 2, onde eu estava. Filme ótimo, apesar da cópia ruim, do som ruim e da dublagem.
Foi um aniversário diferente. Não fiz questão que soubessem. Deixei um recado no orkut, mas não era para me seguirem ou darem parabéns e sim pra saber: "uau, aniversário em Mauá e com esse solão.. que bacana!". Também não fiz questão de festa, nem entre os amigos e nem no trabalho. Aliás.. pedi para que não fizessem. Não sei se não gosto de ser o centro das atenções ou se não gosto de ficar velho, rs, mas comemorar comigo mesmo já é suficientemente satisfatório.
Natal vem aí. Antes disso hoje estarei indo ao Rio e passarei a noite lá. Supresa boa!! Presente de Natal! Reveillón ainda não sei. Se não achar uma pousada na serra acabo vendo algo de última hora com algum amigo.
Eu não tinha idéia do que fazer. No meio da semana o Fernandão me ofereceu a cobertura do prédio dele pra poder fazer uma festa lá, no sábado (véspera do meu aniversário), mas contanto que fosse uma festa pequena, só com os amigos próximos. Fiquei de dar a resposta pra ele, mas não animei.
Durante a tarde de sábado eu preferi ir à segunda casa do Tatá para tomar um banho de piscina. Estavam lá o Renato e o Daniel, além das esposas e filhos do Tatá e do Renato. Não ficamos muito tempo. Saímos antes mesmo de anoitecer. Mas combinamos que no dia seguinte faríamos algo lá pra comemorar meu aniversário. Estariam os três, mais o Job, Paulo Fernando, respectivas esposas, e sei lá quem mais...
Daí chego em casa e não tenho a mínima idéia do que fazer na hora da virada. Pensei em arrumar uma companhia. Daí me disseram que tinha festa na Clave do Sol e na Appaloosa. pensei que era só isso mesmo: "bom, então vou pra appaloosa e vou tentar chamar alguém pra ir comigo". Mas... ninguém queria ir. Marcília preferia Clave do Sol, Dudu sem grana, os outros pura desanimação... Então o Dudú soltou a idéia de subirmos para Visconde de Mauá, e ficarmos hospedados na loja de seu tio, em Maringá.
Entrei na pilha na hora.
Não dava pra ir no meu carro, pois está emprestado com meu irmão, que está com o carro na oficina. Fomos no carro do Dudú. Quase duas horas de viagem, pois o imbecil da oficina onde o Dudú havia deixado seu carro fez o favor de cortar as molas dos amortecedores. Então tivemos que subir pianinho... Chegamos lá por volta de 00h, e fomos direto à loja do tio dele, mas o tio não estava. Fomos então a um bar logo a frente, e o tio dele estava lá. Com ele estavam algumas amigas. Nos apresentamos, me deram os parabéns e ficamos ali até por volta de 3 da manhã. Não estava tão cheio, mas também não estava nada vazio. Uma dupla tocava no bar. Violão e percussão, e mais alguns músicos convidados subiam para ajudar (o Dudú subiu para tocar um pouco de percussão também). Repertório lotado de músicas do Clube da Esquina e clássicos hippongas do Brasil. Perfeita sinergia de som com o ambiente. Encontrei a Tatiana Ratinetz lá e conversamos um pouco. Esqueci de recarregar a bateria do celular, então no dia seguinte ele já estava descarregado... Não sei se recebi telefonemas enquanto ele estava desligado, mas se recebi eles não foram mostrados depois que o carreguei. Mas vi que Marisa, Flavinha e Rafael me mandaram SMS. Teve gente que achei que ia mandar, mesmo por educação, mas não mandou. Não importa. Só fui lembrar disso na segunda feira.
Acordamos cedo e tomamos café. Dia maravilhoso, de muito sol. Pegamos o carro e subimos até Maromba. Queríamos ir ao Escorrega. Água geladíssima, queimando o corpo. Excelente. Encontramos um pocinho vazio e ficamos mergulhando por lá. Outra coincidência do final de semana foi ter encontrado na cachoeira o Gustavo, irmão da Ana Clara e cunhado do meu irmão. Ficou um tempo com a gente. Fazia um certo tempo que eu não ia ao Escorrega da Maromba... Foi ótimo ter ido num dia tão bonito e ainda mais no meu aniversário!
Ficamos por volta de 3, 4 horas. Voltamos à loja e almoçamos. Caminho de volta, mais rápido que a ida. Cachoeira esgota o corpo, e eu mergulhei bem mais que o Dudú, então acabei pegando um pouco no sono. Chegando em Resende, ainda antes de anoitecer, passamos em frente ao cinema e vi os horários para o filme Avatar. Chamei o Dudú, mas ele não quis ir. Pensei então em ir sozinho mesmo, coisa que quase nunca fiz em vida. E fui... cheguei quase na hora da sessão, pois o estacionamento do shopping estava uma confusão enorme. Aponto para a direção do cinema e vejo duas filas enormes. Pensei: "pronto.. fudeu. todos os ingressos foram vendidos e não vou conseguir ver o filme", mas resolvi arriscar, óbvio. Fui ao guichê e perguntei para a moça se os ingressos dos dois cinemas haviam sido esgotados. Ela disse que sim. Daí perguntei se não haveria ao menos um ingresso sobrando pra quem tá fazendo aniversário, e dei uma piscada. Não sei se pela piscada ou pelo fato de ser aniversário meu, mas a garota disse "ah, tem um sobrando aqui sim. mas é teu aniversário mesmo?". Disse que sim e mostrei a CNH. Ela me deu o ingresso, me deu os parabéns, e fui pro fim da fila. Quando chego lá começo a bater papo com alguns dos outros integrantes da fila e ao longe vejo o Renato, e logo atrás dele o Daniel. Daí em seguida vejo o Job, e toda a criançada com eles, inclusive os filhos do Tatá, que não estava junto. Achei que eles veriam no outro cinema, mas só o Renato ficou no cinema 1, todos os outros foram para o cinema 2, onde eu estava. Filme ótimo, apesar da cópia ruim, do som ruim e da dublagem.
Foi um aniversário diferente. Não fiz questão que soubessem. Deixei um recado no orkut, mas não era para me seguirem ou darem parabéns e sim pra saber: "uau, aniversário em Mauá e com esse solão.. que bacana!". Também não fiz questão de festa, nem entre os amigos e nem no trabalho. Aliás.. pedi para que não fizessem. Não sei se não gosto de ser o centro das atenções ou se não gosto de ficar velho, rs, mas comemorar comigo mesmo já é suficientemente satisfatório.
Natal vem aí. Antes disso hoje estarei indo ao Rio e passarei a noite lá. Supresa boa!! Presente de Natal! Reveillón ainda não sei. Se não achar uma pousada na serra acabo vendo algo de última hora com algum amigo.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Like a crap game
Babe,
you know how these things go: it's like a crap game.
When you're hot you shoot everything,
you shoot the works.
Well,
right now baby,
I'm so hot I'm burning up all over.
- Bob Hughes (Matt Dillon).
- Drugstore Cowboy, de Gus Van Sant.
you know how these things go: it's like a crap game.
When you're hot you shoot everything,
you shoot the works.
Well,
right now baby,
I'm so hot I'm burning up all over.
- Bob Hughes (Matt Dillon).
- Drugstore Cowboy, de Gus Van Sant.
Rubem Fonseca - Pierrô da Caverna
"Existem pessoas que não se entregam a paixão, sua apatia as leva a escolher uma vida de rotina, onde vegetam como "abacaxis numa estufa"...
Quanto a mim, o que me mantém vivo é o risco iminente da paixão e seus coadjuvantes, amor, ódio, gozo, misericórdia..."
Quanto a mim, o que me mantém vivo é o risco iminente da paixão e seus coadjuvantes, amor, ódio, gozo, misericórdia..."
domingo, 13 de dezembro de 2009
Variações de um mesmo tema
O Dia...
I never cared much for moonlit skies
I never wink back at fireflies
But now that the stars are in your eyes
I'm beginning to see the light
I never went in for afterglow
Or candlelight on the mistletoe
But now when you turn the lamp down low
I'm beginning to see the light
Used to ramble through the park
Shadowboxing in the dark
Then you came and caused a spark
That's a four-alarm fire now
I never made love by lantern-shine
I never saw rainbows in my wine
But now that your lips are burning mine
I'm beginning to see the light
...e a Noite
Well I'm beginning to see the light.
Well I'm beginning to see the light.
Some people work very hard
but still they never get it right.
Well I'm beginning to see the light.
I wanna tell all you people now.
Now now baby, I'm beginning to see the light.
Hey now baby, I'm beginning to see the light.
Wine in the mornin' and some breakfast at night.
Well I'm beginning to see the light.
Here we go again, playing the fool again.
Here we go again, acting hard again.
All right!
Well I'm beginning to see the light!
I wanna tell you, ooh-oh-oh!
Hey now baby, I'm beginning to see the light!
It comes very softly now.
I wore my teeth in my hands so I could miss the hell of a night.
Hey! Well I'm beginning to see the light!
Now, now, now, now, now, now, now, now, now baby,
I'm beginning to see the light now!
It comes softer!
Hey now baby, I'm beginning to see the light.
I met myself in a dream and I just want to tell you,
Everything was alright.
Hey now baby, I'm beginning to see the light.
Here comes two of you.
Which one will you choose?
One is black and one is blue,
Don't know just what to do.
Alright!
Well I'm beginning to see the light, oh, now here she comes!
Hey yeah baby, I'm beginning to see the light!
Oh-ahhhh!
Some people work very hard
But still they never get it right.
Well, I'm beginning to see the light.
Ah, it's getting a little softer, maybe in there.
Now now baby, I'm beginning to see the light.
Ah it's coming around again,
Hey now, now, now, baby, I'm beginning to see the light.
One more time.
There are problems in these times,
But woo! none of them are mine!
Oh baby, I'm beginning to see the light.
Here we go again,
I thought that you were my friend.
Here we go again,
I thought that you were my friend.
How does it feel to be loved?
I never cared much for moonlit skies
I never wink back at fireflies
But now that the stars are in your eyes
I'm beginning to see the light
I never went in for afterglow
Or candlelight on the mistletoe
But now when you turn the lamp down low
I'm beginning to see the light
Used to ramble through the park
Shadowboxing in the dark
Then you came and caused a spark
That's a four-alarm fire now
I never made love by lantern-shine
I never saw rainbows in my wine
But now that your lips are burning mine
I'm beginning to see the light
...e a Noite
Well I'm beginning to see the light.
Well I'm beginning to see the light.
Some people work very hard
but still they never get it right.
Well I'm beginning to see the light.
I wanna tell all you people now.
Now now baby, I'm beginning to see the light.
Hey now baby, I'm beginning to see the light.
Wine in the mornin' and some breakfast at night.
Well I'm beginning to see the light.
Here we go again, playing the fool again.
Here we go again, acting hard again.
All right!
Well I'm beginning to see the light!
I wanna tell you, ooh-oh-oh!
Hey now baby, I'm beginning to see the light!
It comes very softly now.
I wore my teeth in my hands so I could miss the hell of a night.
Hey! Well I'm beginning to see the light!
Now, now, now, now, now, now, now, now, now baby,
I'm beginning to see the light now!
It comes softer!
Hey now baby, I'm beginning to see the light.
I met myself in a dream and I just want to tell you,
Everything was alright.
Hey now baby, I'm beginning to see the light.
Here comes two of you.
Which one will you choose?
One is black and one is blue,
Don't know just what to do.
Alright!
Well I'm beginning to see the light, oh, now here she comes!
Hey yeah baby, I'm beginning to see the light!
Oh-ahhhh!
Some people work very hard
But still they never get it right.
Well, I'm beginning to see the light.
Ah, it's getting a little softer, maybe in there.
Now now baby, I'm beginning to see the light.
Ah it's coming around again,
Hey now, now, now, baby, I'm beginning to see the light.
One more time.
There are problems in these times,
But woo! none of them are mine!
Oh baby, I'm beginning to see the light.
Here we go again,
I thought that you were my friend.
Here we go again,
I thought that you were my friend.
How does it feel to be loved?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
2009
Foi um ano louco.
Em todos os sentidos, foi um ano louco.
Começou em Búzios-RJ. Com um pedido de namoro no primeiro dia do ano. Pedido aceito. Depois se sucederam viagens para Londrina, duas vezes, Garopaba-SC e Florianópolis. Férias inteiras fora de casa, no Paraná, com a namorada. Namoro que durou até junho. Daí Ela, a Afrodite dos meus sonhos me abriu uma brecha. Mais viagens, dessa vez para Porto Alegre, Novo Hamburgo e Rio de Janeiro. Tentei agarrar essa mulher com unhas e dentes. Mais que isso, queria ela de fato, pra sempre. Ela. Não deu. Aparentemente TODAS as mulheres que se apaixonam por mim estão atravessando fases difíceis. Já deve ser a quinta ou sexta seguida. Não consigo namorar uma mulher tranqüila, de cabeça fresca. Não. Todas estão com problemas tão sérios que o bem intencionado aqui passa a ser um estorvo, ou então não é a resposta para as agruras delas. Tento argumentar, e tento fazê-las ver que medo nenhum é desculpa. As desculpas são os motivos em si. Seja qual motivo for. Pode ser a família, ou suas próprias idiossincrasias, ou a exagerada falta de confiança, ou mesmo o individualismo exacerbado. Ou então os santos não se batem. Quando isso acontece não há o que fazer. Fora do alcance. Mas quando você sabe que ali está uma pessoa que te gosta, mas cujos esforços são ineficientes para uma vida a dois - ou mesmo uma vida de compromisso e confiança – devido a problemas pessoais dessa pessoa, então a coisa se torna frustrante. Aconteceu duas vezes neste ano. Da primeira vez eu realizei que foi bom ter acontecido. Da segunda vez eu não me conformei até agora. E mesmo quantos dias, semanas, meses ou anos forem necessários para eu me relacionar afetivamente de novo, desta última jamais vou me conformar. Vai virar história pros netinhos. Mas estou reclamando das mulheres que tive? Mentira. Não tenho motivos para deixar de falar com nenhuma delas. Quero todo o bem do mundo a elas. Gosto de todas em níveis parecidos. Seria ótimo reencontrá-las para um bate-papo, um café, uma saída pra um bar. Mesmo estando comprometidas. Tenho por elas um sentimento bem resolvido. A última que tive é que não vai se resolver jamais. E a próxima que se conforme com isso, caso saiba ou queira saber.
Financeiramente? Muitos gastos com viagens. Muitos. Dei um jeito no carro, investi em algumas coisas de prazer próprio, principalmente livros. Restaurante indo bem, embora o movimento de verão esteja abaixo das expectativas. E agora parece que abriu uma brecha interessantíssima, que vou me enfiar de cabeça. Planejamento pro próximo ano? Parece que ainda vou continuar gastando com viagens, porém os motivos mudaram.
Nunca estive tão caseiro como neste ano. Praticamente abdiquei da vida noturna de boates e festas. Ando muito mais em torno dos amigos, e da casa deles. No segundo semestre eu busquei uma reaproximação com os que estão casados e com filhos. E no final do ano, semana passada, fui coroado com uma festa entre amigos que não se juntavam a mais de dez anos, salvo uma ou outra ausência, logicamente sentida. Festa digna de lembranças pra vida toda. Ver novamente, juntos, pessoas com quem passei a época mais despretensiosa da minha vida, a época mais fraterna e mais divertida não teve preço. Fiz uma coleção de vídeos com fotos da época e também recentes que levaram alguns às lágrimas, ao assistirmos todos juntos. Não teve preço. Laços antigos se estreitando novamente, nosso Natal será outra tentativa de reunirmos boa parte da turma. E eu, que pensava internamente, apesar de não demonstrar publicamente, que poderia sair daqui da cidade e não sentir saudades de ninguém... Que balela. Se um dia vier a acontecer de sair daqui eu sentirei falta, sim, deles. Os que continuo vendo atualmente, e também Cláudio, Tilde, Rafaela, Job, Léo Lameira, Zé, Tatiana, Luciana, que estiveram na SODA 2... E todos os outros que deixei de encontrar regularmente em todos estes anos, e que não foram na festa por estarem no exterior, cidades muito distantes ou com compromissos inadiáveis: Tais como, Vítor, Bárbara, Felipe Nose, Daniel Duizith, Sabrina, Bernardo, Gui, Betão, Telles, Carol Italiana, Helena, Guiga, Ana Luiza, Vaguinho... Vocês fazem falta pra caralho. Eu amo vocês todos. Ausentes ou presentes.
Voltei a praticar esportes, depois do medo no ano passado inteiro por causa da clavícula quebrada. Voltei a jogar minha peladinha semanal e a malhar aqui mesmo em casa. Em breve vou voltar às minhas corridas vespertinas ou noturnas. E dessa vez não to me enganando.
E vou falar agora. De hoje. E de um assunto que TENHO que falar. Muita gente pode achar futilidade ou deslumbramento. Se tu és Flamengo, meu irmão, então sabe que não tem nada de fútil.
Caiu a ficha. Eu sou hexacampeão brasileiro. Tenho 32 anos. Mal me lembro dos 3 primeiros campeonatos brasileiros do Flamengo, em 80, 82 e 83. Em 87 eu curti muito a conquista, ainda molequinho. Lembro-me de detalhes do dia do jogo do Flamengo contra o Atlético-MG, aquele 3 a 2 que metemos neles lá no Mineirão, com exibição de gala do Renato Gaucho. E também me lembro dos dois jogos das finais contra o Internacional. O primeiro jogo, lá no Beira-Rio, lembro-me de ter subido na janela e gritado um palavrão a plenos pulmões para o arco-íris vizinho que torcia contra o Fla quando ele comemorou o gol de empate do Inter. Enquanto pai, primos e tios me puxavam pela camisa e mandavam o moleque aqui parar de gritar. Do gol do título do Bebeto no jogo de volta, no Maracanã, nem preciso do replay para lembrar. Em 92, já com 15 anos, estava em um churrasco num sítio de um amigo de colégio. Foi um 3 a 0 em cima do Botafogo, considerado o melhor time do campeonato. No jogo seguinte, que assisti num clube do qual era sócio, vi estarrecido o lance em que a grade da arquibancada rompeu e 3 rubro-negros morreram com a queda. Sabia que não teríamos como perder. Assisti ao jogo tranqüilo, o qual poderíamos ter vencido novamente, mas o time naturalmente se acomodou e permitiu o empate. Nada que atrapalhasse a festa, já gritada a plenos pulmões muito antes do jogo acabar.
Fiz este texto pra poder dizer a todos que um dia entrarem aqui (ou a mim mesmo, nos anos seguintes) como está sendo este final de 2009, um sentimento múltiplo de tristeza, alegria, saudades e amor.
Sobre o Fla, mais um parágrafo, sobre como foi pros torcedores a conquista deste campeonato brasileiro, caso quem leia o texto não seja rubro-negro.
Ganhamos o campeonato carioca. Conquistamos a hegemonia absoluta sobre TODOS os outros times do Rio de Janeiro. Fomos penta-tri. Por cinco vezes conquistamos o título carioca três vezes seguidas. Passamos no total de títulos estaduais – e pela primeira vez - o time do Fluminense, notadamente mais antigo e com mais campeonatos disputados do que nós. No Rio de Janeiro nós somos os reis. Então perdemos o nosso capitão. O homem que vestiu a camisa do time como se fosse um uniforme de guerra. O líder, o xerife Fábio Luciano. Aposentou-se. Deu seu último ano de trabalho nos campos ao Flamengo. Honrou como poucos honraram o manto. O que seria do campeonato brasileiro sem ele? Em pouco tempo tivemos o anúncio de que Adriano, o Imperador de Roma estava de volta ao Fla. Paremos pra analisar um pouco isso... O homem QUIS VOLTAR. Sua vida abastada e de conquistas na Europa não o satisfazia. O homem quis voltar pra onde era feliz. Ao redor da família, dos verdadeiros amigos e jogando no clube de coração. Méritos do Flamengo na contratação? Como assim? Não tem. O homem quis voltar, e ninguém é louco de não querer o Imperador no seu time, mesmo com as piadas sobre seus problemas particulares, tantas vezes comentadas e ridicularizadas. O cara veio, entrou depois do campeonato já iniciado, e foi o artilheiro e craque do campeonato. Ponto. É ou não é uma história a ser lembrada? Sim, mas há outras... Emerson, o atacante que muitos consideravam como o parceiro ideal do Adriano teve que ir embora. O cara dava o suor. O time não ia bem, ele podia não meter todos os gols que precisávamos, mas tinha a raça rubro-negra no seu sangue. Putz... O Emérson saiu... E agora? Não foi só isso. Ibson, e sua gentileza com a bola, sua maneira altiva, bonita e objetiva de jogar, também foi vendido. O Fla tentou mantê-lo, pois sabe que jogador bom, e rubro-negro, tem que ser mantido num plantel vencedor. Não deu. Ibson saiu e mais uma vez nos perguntamos: e agora? E daí Kléberson foi convocado pra um jogo da Seleção Brasileira, e deslocou o ombro, Toró quebrou o pé, Everton, que vinha fazendo um ótimo campeonato foi outro a quebrar o pé, já quase no final do campeonato. Aírton e Leo Moura foram suspensos alguns jogos por conduta anti-desportiva, Juan machucado, e por fim, Maldonado, o cara que dominou o meio-campo na estupenda arrancada final rompeu os ligamentos do joelho. Até o Adriano andou se dando mal com queimaduras... Era pra dar tudo errado. Até porque nosso técnico era iniciante. Andrade, o homem do sexto gol nos 6 a 0 contra o Botafogo (com a camisa 6). O primeiro nome do maior meio-de-campo rubro-negro da história, completado com Adílio e Zico. Entre várias idas e vindas como técnico interino, e recusas de convites de outros técnicos, Andrade foi mantido como técnico de fato - e finalmente - já com o campeonato em andamento. Era uma aposta arriscadíssima! E pra completar é contratado de volta, num caso que fez surgir brigas políticas internas, um jogador que já tinha seu nome na história do Fla, mas que muitos já chamavam de ex-jogador por causa da idade avançada. Petkovic também QUIS VOLTAR ao Flamengo. Mesmo que por acerto de uma transação mal resolvida no passado, seu desejo era o de encerrar sua carreira no time em que ele foi mais feliz. Era pra dar tudo errado mesmo...
E então, galopando firme e com vontade o Flamengo foi chegando... foi chegando... foi chegando... E muitos ainda riam. “Pô... o que um time de técnico interino, com jogador baladeiro e alvo de piadas, outros tantos machucados, que vendeu jogadores importantes durante o campeonato, e ainda por cima recontratou um ex-jogador... o que esse time vai poder fazer?” Quis o destino que o gol do título fosse o de um sujeito que até os 19 anos cavava poço no interior do Ceará. Quis o destino que fosse um zagueiro, e de nome Ronaldo. Quis o destino, ainda, que isso acontecesse no Maracanã, palco máximo da glória futebolística nacional. A Casa do Flamengo. Quis o destino que fosse logo no ano seguinte ao grupo de bambis ter conquistado a mesma coisa. Ou seja, foi uma resposta: Tenha medo, Bambi. Tenha muito medo. Hegemonia tricolor paulista é o caralho!
Só agora a ficha caiu. Não caiu na hora do apito final. Não caiu na hora do gol e nem depois na comemoração nas ruas. O que senti antes foi ALÍVIO. Alívio de ter de volta o que tinha na minha infância e adolescência. Alívio de ter reconquistado a hegemonia do futebol brasileiro. Alívio de que, mesmo com coisas que não dão certo na minha vida, o Flamengo é infalível no meu coração. A ficha caiu quando vi o passado do Ronaldo Angelim no Globo Esporte de hoje, nove de dezembro de dois mil e nove. A superação de uma infância e adolescência paupérrimas, a escolha insegura de continuar jogando futebol ou cavar poços, e seu estilo de levar as coisas até hoje, no sapatinho, na humildade e na força de vontade. A história de um irmão de sangue rubro-negro. Ronaldo Angelim é rubro-negro, Adriano Imperador é rubro-negro, Petkovic é rubro-negro, Andrade é rubro-negro. Eu sou rubro-negro. E você? Você é feliz?
Em todos os sentidos, foi um ano louco.
Começou em Búzios-RJ. Com um pedido de namoro no primeiro dia do ano. Pedido aceito. Depois se sucederam viagens para Londrina, duas vezes, Garopaba-SC e Florianópolis. Férias inteiras fora de casa, no Paraná, com a namorada. Namoro que durou até junho. Daí Ela, a Afrodite dos meus sonhos me abriu uma brecha. Mais viagens, dessa vez para Porto Alegre, Novo Hamburgo e Rio de Janeiro. Tentei agarrar essa mulher com unhas e dentes. Mais que isso, queria ela de fato, pra sempre. Ela. Não deu. Aparentemente TODAS as mulheres que se apaixonam por mim estão atravessando fases difíceis. Já deve ser a quinta ou sexta seguida. Não consigo namorar uma mulher tranqüila, de cabeça fresca. Não. Todas estão com problemas tão sérios que o bem intencionado aqui passa a ser um estorvo, ou então não é a resposta para as agruras delas. Tento argumentar, e tento fazê-las ver que medo nenhum é desculpa. As desculpas são os motivos em si. Seja qual motivo for. Pode ser a família, ou suas próprias idiossincrasias, ou a exagerada falta de confiança, ou mesmo o individualismo exacerbado. Ou então os santos não se batem. Quando isso acontece não há o que fazer. Fora do alcance. Mas quando você sabe que ali está uma pessoa que te gosta, mas cujos esforços são ineficientes para uma vida a dois - ou mesmo uma vida de compromisso e confiança – devido a problemas pessoais dessa pessoa, então a coisa se torna frustrante. Aconteceu duas vezes neste ano. Da primeira vez eu realizei que foi bom ter acontecido. Da segunda vez eu não me conformei até agora. E mesmo quantos dias, semanas, meses ou anos forem necessários para eu me relacionar afetivamente de novo, desta última jamais vou me conformar. Vai virar história pros netinhos. Mas estou reclamando das mulheres que tive? Mentira. Não tenho motivos para deixar de falar com nenhuma delas. Quero todo o bem do mundo a elas. Gosto de todas em níveis parecidos. Seria ótimo reencontrá-las para um bate-papo, um café, uma saída pra um bar. Mesmo estando comprometidas. Tenho por elas um sentimento bem resolvido. A última que tive é que não vai se resolver jamais. E a próxima que se conforme com isso, caso saiba ou queira saber.
Financeiramente? Muitos gastos com viagens. Muitos. Dei um jeito no carro, investi em algumas coisas de prazer próprio, principalmente livros. Restaurante indo bem, embora o movimento de verão esteja abaixo das expectativas. E agora parece que abriu uma brecha interessantíssima, que vou me enfiar de cabeça. Planejamento pro próximo ano? Parece que ainda vou continuar gastando com viagens, porém os motivos mudaram.
Nunca estive tão caseiro como neste ano. Praticamente abdiquei da vida noturna de boates e festas. Ando muito mais em torno dos amigos, e da casa deles. No segundo semestre eu busquei uma reaproximação com os que estão casados e com filhos. E no final do ano, semana passada, fui coroado com uma festa entre amigos que não se juntavam a mais de dez anos, salvo uma ou outra ausência, logicamente sentida. Festa digna de lembranças pra vida toda. Ver novamente, juntos, pessoas com quem passei a época mais despretensiosa da minha vida, a época mais fraterna e mais divertida não teve preço. Fiz uma coleção de vídeos com fotos da época e também recentes que levaram alguns às lágrimas, ao assistirmos todos juntos. Não teve preço. Laços antigos se estreitando novamente, nosso Natal será outra tentativa de reunirmos boa parte da turma. E eu, que pensava internamente, apesar de não demonstrar publicamente, que poderia sair daqui da cidade e não sentir saudades de ninguém... Que balela. Se um dia vier a acontecer de sair daqui eu sentirei falta, sim, deles. Os que continuo vendo atualmente, e também Cláudio, Tilde, Rafaela, Job, Léo Lameira, Zé, Tatiana, Luciana, que estiveram na SODA 2... E todos os outros que deixei de encontrar regularmente em todos estes anos, e que não foram na festa por estarem no exterior, cidades muito distantes ou com compromissos inadiáveis: Tais como, Vítor, Bárbara, Felipe Nose, Daniel Duizith, Sabrina, Bernardo, Gui, Betão, Telles, Carol Italiana, Helena, Guiga, Ana Luiza, Vaguinho... Vocês fazem falta pra caralho. Eu amo vocês todos. Ausentes ou presentes.
Voltei a praticar esportes, depois do medo no ano passado inteiro por causa da clavícula quebrada. Voltei a jogar minha peladinha semanal e a malhar aqui mesmo em casa. Em breve vou voltar às minhas corridas vespertinas ou noturnas. E dessa vez não to me enganando.
E vou falar agora. De hoje. E de um assunto que TENHO que falar. Muita gente pode achar futilidade ou deslumbramento. Se tu és Flamengo, meu irmão, então sabe que não tem nada de fútil.
Caiu a ficha. Eu sou hexacampeão brasileiro. Tenho 32 anos. Mal me lembro dos 3 primeiros campeonatos brasileiros do Flamengo, em 80, 82 e 83. Em 87 eu curti muito a conquista, ainda molequinho. Lembro-me de detalhes do dia do jogo do Flamengo contra o Atlético-MG, aquele 3 a 2 que metemos neles lá no Mineirão, com exibição de gala do Renato Gaucho. E também me lembro dos dois jogos das finais contra o Internacional. O primeiro jogo, lá no Beira-Rio, lembro-me de ter subido na janela e gritado um palavrão a plenos pulmões para o arco-íris vizinho que torcia contra o Fla quando ele comemorou o gol de empate do Inter. Enquanto pai, primos e tios me puxavam pela camisa e mandavam o moleque aqui parar de gritar. Do gol do título do Bebeto no jogo de volta, no Maracanã, nem preciso do replay para lembrar. Em 92, já com 15 anos, estava em um churrasco num sítio de um amigo de colégio. Foi um 3 a 0 em cima do Botafogo, considerado o melhor time do campeonato. No jogo seguinte, que assisti num clube do qual era sócio, vi estarrecido o lance em que a grade da arquibancada rompeu e 3 rubro-negros morreram com a queda. Sabia que não teríamos como perder. Assisti ao jogo tranqüilo, o qual poderíamos ter vencido novamente, mas o time naturalmente se acomodou e permitiu o empate. Nada que atrapalhasse a festa, já gritada a plenos pulmões muito antes do jogo acabar.
Fiz este texto pra poder dizer a todos que um dia entrarem aqui (ou a mim mesmo, nos anos seguintes) como está sendo este final de 2009, um sentimento múltiplo de tristeza, alegria, saudades e amor.
Sobre o Fla, mais um parágrafo, sobre como foi pros torcedores a conquista deste campeonato brasileiro, caso quem leia o texto não seja rubro-negro.
Ganhamos o campeonato carioca. Conquistamos a hegemonia absoluta sobre TODOS os outros times do Rio de Janeiro. Fomos penta-tri. Por cinco vezes conquistamos o título carioca três vezes seguidas. Passamos no total de títulos estaduais – e pela primeira vez - o time do Fluminense, notadamente mais antigo e com mais campeonatos disputados do que nós. No Rio de Janeiro nós somos os reis. Então perdemos o nosso capitão. O homem que vestiu a camisa do time como se fosse um uniforme de guerra. O líder, o xerife Fábio Luciano. Aposentou-se. Deu seu último ano de trabalho nos campos ao Flamengo. Honrou como poucos honraram o manto. O que seria do campeonato brasileiro sem ele? Em pouco tempo tivemos o anúncio de que Adriano, o Imperador de Roma estava de volta ao Fla. Paremos pra analisar um pouco isso... O homem QUIS VOLTAR. Sua vida abastada e de conquistas na Europa não o satisfazia. O homem quis voltar pra onde era feliz. Ao redor da família, dos verdadeiros amigos e jogando no clube de coração. Méritos do Flamengo na contratação? Como assim? Não tem. O homem quis voltar, e ninguém é louco de não querer o Imperador no seu time, mesmo com as piadas sobre seus problemas particulares, tantas vezes comentadas e ridicularizadas. O cara veio, entrou depois do campeonato já iniciado, e foi o artilheiro e craque do campeonato. Ponto. É ou não é uma história a ser lembrada? Sim, mas há outras... Emerson, o atacante que muitos consideravam como o parceiro ideal do Adriano teve que ir embora. O cara dava o suor. O time não ia bem, ele podia não meter todos os gols que precisávamos, mas tinha a raça rubro-negra no seu sangue. Putz... O Emérson saiu... E agora? Não foi só isso. Ibson, e sua gentileza com a bola, sua maneira altiva, bonita e objetiva de jogar, também foi vendido. O Fla tentou mantê-lo, pois sabe que jogador bom, e rubro-negro, tem que ser mantido num plantel vencedor. Não deu. Ibson saiu e mais uma vez nos perguntamos: e agora? E daí Kléberson foi convocado pra um jogo da Seleção Brasileira, e deslocou o ombro, Toró quebrou o pé, Everton, que vinha fazendo um ótimo campeonato foi outro a quebrar o pé, já quase no final do campeonato. Aírton e Leo Moura foram suspensos alguns jogos por conduta anti-desportiva, Juan machucado, e por fim, Maldonado, o cara que dominou o meio-campo na estupenda arrancada final rompeu os ligamentos do joelho. Até o Adriano andou se dando mal com queimaduras... Era pra dar tudo errado. Até porque nosso técnico era iniciante. Andrade, o homem do sexto gol nos 6 a 0 contra o Botafogo (com a camisa 6). O primeiro nome do maior meio-de-campo rubro-negro da história, completado com Adílio e Zico. Entre várias idas e vindas como técnico interino, e recusas de convites de outros técnicos, Andrade foi mantido como técnico de fato - e finalmente - já com o campeonato em andamento. Era uma aposta arriscadíssima! E pra completar é contratado de volta, num caso que fez surgir brigas políticas internas, um jogador que já tinha seu nome na história do Fla, mas que muitos já chamavam de ex-jogador por causa da idade avançada. Petkovic também QUIS VOLTAR ao Flamengo. Mesmo que por acerto de uma transação mal resolvida no passado, seu desejo era o de encerrar sua carreira no time em que ele foi mais feliz. Era pra dar tudo errado mesmo...
E então, galopando firme e com vontade o Flamengo foi chegando... foi chegando... foi chegando... E muitos ainda riam. “Pô... o que um time de técnico interino, com jogador baladeiro e alvo de piadas, outros tantos machucados, que vendeu jogadores importantes durante o campeonato, e ainda por cima recontratou um ex-jogador... o que esse time vai poder fazer?” Quis o destino que o gol do título fosse o de um sujeito que até os 19 anos cavava poço no interior do Ceará. Quis o destino que fosse um zagueiro, e de nome Ronaldo. Quis o destino, ainda, que isso acontecesse no Maracanã, palco máximo da glória futebolística nacional. A Casa do Flamengo. Quis o destino que fosse logo no ano seguinte ao grupo de bambis ter conquistado a mesma coisa. Ou seja, foi uma resposta: Tenha medo, Bambi. Tenha muito medo. Hegemonia tricolor paulista é o caralho!
Só agora a ficha caiu. Não caiu na hora do apito final. Não caiu na hora do gol e nem depois na comemoração nas ruas. O que senti antes foi ALÍVIO. Alívio de ter de volta o que tinha na minha infância e adolescência. Alívio de ter reconquistado a hegemonia do futebol brasileiro. Alívio de que, mesmo com coisas que não dão certo na minha vida, o Flamengo é infalível no meu coração. A ficha caiu quando vi o passado do Ronaldo Angelim no Globo Esporte de hoje, nove de dezembro de dois mil e nove. A superação de uma infância e adolescência paupérrimas, a escolha insegura de continuar jogando futebol ou cavar poços, e seu estilo de levar as coisas até hoje, no sapatinho, na humildade e na força de vontade. A história de um irmão de sangue rubro-negro. Ronaldo Angelim é rubro-negro, Adriano Imperador é rubro-negro, Petkovic é rubro-negro, Andrade é rubro-negro. Eu sou rubro-negro. E você? Você é feliz?
Ainda me recuperando,...
...ainda rouco e um pouco debilitado. E esperando sumir um pouco do frenesi e da catarse pela qual passei, para escrever um texto aqui. Por enquanto é isso:
Estamos todos aliviados!
O Mengão voltou a ter sua hegemonia!
Festa em todas as ruas e cidades do Brasil!
EU SOU HEXA!
Estamos todos aliviados!
O Mengão voltou a ter sua hegemonia!
Festa em todas as ruas e cidades do Brasil!
EU SOU HEXA!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Ao Fluminense Futebol Clube
Todo o meu respeito e comiseração pelo jogo de ontem:

Em destaque, nesta foto, o jogador que deu a maior demonstração de raça na partida. Uma raça que há tempos eu não via num campo de futebol. E não somente a raça, ele jogou muito também. Grande Diguinho!

Em destaque, nesta foto, o jogador que deu a maior demonstração de raça na partida. Uma raça que há tempos eu não via num campo de futebol. E não somente a raça, ele jogou muito também. Grande Diguinho!
Parábola entre o futebol e a vida amorosa.
Ontem vi um jogo de futebol fantástico.
Vi uma torcida enchendo o Maracanã e fazendo uma linda festa. Vi jogadores dando sangue e suor na partida. Vi um renegado se tornando herói, e um líder perdendo a cabeça.
Depois de meses sendo motivo de chacota, com inúmeros jogos perdidos e vergonhosos, este time resolveu jogar. E então conseguiu uma extraordinária reação de várias vitórias seguidas, culminando com a saída da zona de rebaixamento do campeonato brasileiro e indo a uma final de copa sul-americana.
Mas falando do jogo de ontem... Rola a bola e sou tomado repentinamente por uma expectativa de que o time faça logo um gol (e no jogo precisava de ao menos 4 para ter chance de ser campeão). Isso se chama "torcer". Sim, eu torci ontem para o Fluminense. Torci forte, torci com gosto, torci como se estivesse vestindo uma camisa do time (embora a que estava comigo, ali, na hora, fosse a do Flamengo).
Me surpreendo com isso, pois antigamente eu tinha severa antipatia por este clube e pela torcida. Assim como tinha também pelo Vasco e pelo Botafogo. Hoje em dia me pego torcendo por eles, e pelo bem deles. Gostei do retorno do Vasco à primeira divisão, gostei da reação do Flu no campeonato brasileiro, e torço para que nem Flu e nem Botafogo caiam para a segunda divisão.
Pode ser que eu esteja assim pelo fato de que, há pelo menos uma década, o Flamengo demonstra superioridade absoluta sobre eles. Em dez anos ganhamos bem mais do que todos os três somados. Talvez seja o sentimento de comiseração que sinto pelos três. Talvez eu queira mais desafios para o meu time, em âmbito regional, para que assim meu time se estruture mais para fazer melhor em âmbito nacional e internacional.
Pode ser que eu seja um sujeito gente boa, que já vibrou dentro da torcida do Atlético-MG, do Grêmio e do Internacional. Torcendo para que obtivessem sucesso.
Prefiro pensar que é a maturidade, sabendo que toda rivalidade e sentimento de disputa têm seus aspectos positivos a fim de gerar a ambição necessária para um engrandecimento pessoal. A maturidade está no fato de sabermos que um dia podemos ser melhores, nos outros não. Num dia podemos conseguir algo que queremos, e no outro isso nos é tirado sem que tenhamos culpa ou que não esteja ao nosso alcance.
Neste ano percebi bastante essas coisas. A única vez que me chateei mais seriamente por futebol foi na eliminação do Flamengo pelo Internacional, na Copa do Brasil. Logo depois perdi a namorada. A pior sensação foi que perdi a namorada por culpa minha. Ela estava ao meu alcance, e então eu a recusei. E depois que a quis de volta ela não quis mais. Enfim... sofri, mas depois refleti que foi melhor isto ter acontecido.
Segundo semestre chegou e a parábola entre o futebol e a vida amorosa continuou. Meu time ia claudicante, minha vida amorosa idem. De repente meu time começa a ganhar tudo e se vê em situação real de título brasileiro, coisa que não acontecia há longos 17 anos. E na minha vida amorosa tive, finalmente, a mulher dos meus sonhos nos meus braços.
Daí ela termina, mas por escolha pura e simples dela, arrumando motivos que fazem sentido a ela, e vejo que é um caminho fora do meu alcance. Bom... Senti muito e sofro ainda pelo fato de que eu realmente acho que poderia ser muito feliz ao lado desta mulher, fazendo com que meus sonhos e minhas ambições se tornassem meu maior tesouro em vida, e criando um sentido extraordinário de direção. Mas por baixo dessas camadas de sofrimento e lamentação há também a reflexão. Ela está lá no fundo, mas me dá a certeza de que fiz o possível pra demonstrar todo o meu carinho e meu desejo de amá-la. Certa vez ela tinha me dito "Acredito que ninguém vá me amar mais do que tu me ama". Acredito também que ela esteja certa disso. A reflexão da ausência de culpa minha faz com que me sinta mais leve, mais consciente. Não menos triste, mas mais confiante.
E então o Flamengo finalmente tem a faca e o queijo na mão. Só depende de si mesmo para ir à glória. Não depende de mim completamente, depende somente dos jogadores. Como fiz com ela, estarei lá demonstrando todo o meu amor por ti, Flamengo. Estarei dizendo o quanto tu és importante na minha vida e o quanto eu te quero pra sempre.
Espero que ao menos você, Flamengo, não me decepcione nessa.
Mesmo assim, se decepcionar... ainda assim te amarei do mesmo jeito.
Vi uma torcida enchendo o Maracanã e fazendo uma linda festa. Vi jogadores dando sangue e suor na partida. Vi um renegado se tornando herói, e um líder perdendo a cabeça.
Depois de meses sendo motivo de chacota, com inúmeros jogos perdidos e vergonhosos, este time resolveu jogar. E então conseguiu uma extraordinária reação de várias vitórias seguidas, culminando com a saída da zona de rebaixamento do campeonato brasileiro e indo a uma final de copa sul-americana.
Mas falando do jogo de ontem... Rola a bola e sou tomado repentinamente por uma expectativa de que o time faça logo um gol (e no jogo precisava de ao menos 4 para ter chance de ser campeão). Isso se chama "torcer". Sim, eu torci ontem para o Fluminense. Torci forte, torci com gosto, torci como se estivesse vestindo uma camisa do time (embora a que estava comigo, ali, na hora, fosse a do Flamengo).
Me surpreendo com isso, pois antigamente eu tinha severa antipatia por este clube e pela torcida. Assim como tinha também pelo Vasco e pelo Botafogo. Hoje em dia me pego torcendo por eles, e pelo bem deles. Gostei do retorno do Vasco à primeira divisão, gostei da reação do Flu no campeonato brasileiro, e torço para que nem Flu e nem Botafogo caiam para a segunda divisão.
Pode ser que eu esteja assim pelo fato de que, há pelo menos uma década, o Flamengo demonstra superioridade absoluta sobre eles. Em dez anos ganhamos bem mais do que todos os três somados. Talvez seja o sentimento de comiseração que sinto pelos três. Talvez eu queira mais desafios para o meu time, em âmbito regional, para que assim meu time se estruture mais para fazer melhor em âmbito nacional e internacional.
Pode ser que eu seja um sujeito gente boa, que já vibrou dentro da torcida do Atlético-MG, do Grêmio e do Internacional. Torcendo para que obtivessem sucesso.
Prefiro pensar que é a maturidade, sabendo que toda rivalidade e sentimento de disputa têm seus aspectos positivos a fim de gerar a ambição necessária para um engrandecimento pessoal. A maturidade está no fato de sabermos que um dia podemos ser melhores, nos outros não. Num dia podemos conseguir algo que queremos, e no outro isso nos é tirado sem que tenhamos culpa ou que não esteja ao nosso alcance.
Neste ano percebi bastante essas coisas. A única vez que me chateei mais seriamente por futebol foi na eliminação do Flamengo pelo Internacional, na Copa do Brasil. Logo depois perdi a namorada. A pior sensação foi que perdi a namorada por culpa minha. Ela estava ao meu alcance, e então eu a recusei. E depois que a quis de volta ela não quis mais. Enfim... sofri, mas depois refleti que foi melhor isto ter acontecido.
Segundo semestre chegou e a parábola entre o futebol e a vida amorosa continuou. Meu time ia claudicante, minha vida amorosa idem. De repente meu time começa a ganhar tudo e se vê em situação real de título brasileiro, coisa que não acontecia há longos 17 anos. E na minha vida amorosa tive, finalmente, a mulher dos meus sonhos nos meus braços.
Daí ela termina, mas por escolha pura e simples dela, arrumando motivos que fazem sentido a ela, e vejo que é um caminho fora do meu alcance. Bom... Senti muito e sofro ainda pelo fato de que eu realmente acho que poderia ser muito feliz ao lado desta mulher, fazendo com que meus sonhos e minhas ambições se tornassem meu maior tesouro em vida, e criando um sentido extraordinário de direção. Mas por baixo dessas camadas de sofrimento e lamentação há também a reflexão. Ela está lá no fundo, mas me dá a certeza de que fiz o possível pra demonstrar todo o meu carinho e meu desejo de amá-la. Certa vez ela tinha me dito "Acredito que ninguém vá me amar mais do que tu me ama". Acredito também que ela esteja certa disso. A reflexão da ausência de culpa minha faz com que me sinta mais leve, mais consciente. Não menos triste, mas mais confiante.
E então o Flamengo finalmente tem a faca e o queijo na mão. Só depende de si mesmo para ir à glória. Não depende de mim completamente, depende somente dos jogadores. Como fiz com ela, estarei lá demonstrando todo o meu amor por ti, Flamengo. Estarei dizendo o quanto tu és importante na minha vida e o quanto eu te quero pra sempre.
Espero que ao menos você, Flamengo, não me decepcione nessa.
Mesmo assim, se decepcionar... ainda assim te amarei do mesmo jeito.
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