segunda-feira, 14 de julho de 2008

EXÉRCITO: A INSTITUIÇÃO MAIS REPUGNANTE JAMAIS CRIADA NO PLANETA

"Tenho a sorte de não ter ido nunca à tropa. Jamais na minha vida toquei um fuzil nem pude superar a minha repugnância assombrosa pela cor dos uniformes. A única vez que matei alguma coisa eu tinha sete anos. Ia com um tio meu e um irmão maior; eu levava uma escopeta que errou sempre. O meu irmão matou dois tristes birulicos que logo nem comemos, e durante muitas horas depois senti uma espécie de oco na cabeça, como uma pergunta essencial, humana, libertária, sobre a inutilidade dessas mortes. A morte inútil de dois pássaros é o começo da barbárie.
O exército começa na violência inútil contra dois pássaros, na bofetada injusta de um pai em uma criança. O exército começa na ordem militar das famílias, no imperativo urgente dum homem que chega escravizado, e logo o exército cresce dentro de nós, como uma geometria inapelável, e estende-se ao domínio sexual, à violação, às discussões autoritárias, o exército estende-se ao trabalho onde reproduzimos uma hierarquia celestial, às aulas das universidades, às monarquias, a deus. E logo, quando já o exército contamina quotidianamente a alma e o cérebro, quando já assassinou a utopia com que nascemos e que algum dia havemos recobrar, então é singelo dar-lhe um uniforme, vesti-lo de verde, pôr-lhe um nome e um adjetivo, e acolhê-lo entre nós como se fosse natural e não uma trama dos poderosos e sua consciência para impedir a liberdade.



O exército não é só a instituição mais repugnante jamais criada no planeta: o exército é uma atitude, uma cultura, uma maneira de destruir as coisas. O grau de sofisticação dos instrumentos de destruição e morte é algo tão horrível que só nos pode levar a duvidar do sentido do universo. Há armas que estragam por dentro, deixando cavidades irreparáveis na epiderme. Há armas de metal pequeno que furam os caminhos harmônicos do corpo deixando ao sair rastros vermelhos e retalhos de carne. Há armas que estouram ao pisá-las, semeando orgãos sangrentos nas areias naturais. Há armas que matam lentamente: na sua agonia atômica o corpo perde a pele e os cabelos e acaba a vida entre vômitos vazios, impotentes. Há armas que matam muitos anos depois, de câncro e de cegueira. Há armas que deixam mapas queimados na pele, como macabras metáforas dos territórios ocupados: a Beira Oeste, a Faixa de Gaza, Irlanda. Há armas que asfixiam e armas que desmembram. E há armas que assassinam legalmente nas câmaras esterilizadas dos presídios, armas que eletrocutam com consenso, armas policiais que derrubam sujos ladrões urbanos na cumplicidade da noite, armas de álcool legitimado, armas de poderosas seringas, armas de palavras que insultam aos que falam ou escrevem diferente, armas anatômicas que violam meninas de dois anos, armas de tinta que assinam execuções e masculinas leis injustas.



Contra esta barbárie, contra este épico da morte, só nos cabe a insubmissão ativa. A insubmissão não é um ato político: é uma atitude, uma necessidade, uma aposta pela utopia que querem esmagar por lhes dar medo. Porque dá medo imaginar um lugar comum onde perdamos a noção do ser e da história e onde sejamos apenas a extensão humana do azar, outra forma da matéria, cada um na sua carne e tocando a dos outros, no território sem poder que levará sempre a espécie humana à inteligência. A insubmissão é mais do que uma náusea por matar: é a necessária revolta contra esta epopéia de miséria. Poderão desaparecer as castas militares. Poderemos aprender a controlar-nos mutuamente, sem pistolas, no consenso. Poderemos fingir que chegamos já ao limite da igualdade. Mas, enquanto existirem os presídios, as favelas, os bairros crematórios, enquanto existir uma fronteira real, existirá o exército."


Celso Alvarez Cáccamo

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Astral

Eu tenho uma prima astróloga, irislóloga, lóloga, lóloga e lóloga.
Ela parou uma vez na frente do meu mapa, que ela havia feito e disse: "escuta..."

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Através dos olhos de rubí



Me dissimule o tempo todo, e me atrase com incertezas
Sua inocência é preciosa, sua inocência é morte
Sua inocência é tudo que tenho

Respirando submerso, e vivendo numa bolha

E se você der uma reviravolta no seu amor
(Os segredos dos seus sonhos)
Podes descobrir que o seu amor se foi
(E não é bem o que parecia)
Aparentando desaparecer
Sob todos os seus taciturnos temores

Eu acredito no nunca, eu acredito no até o fim
Mas acreditar não é observar, acreditar é só um pouco de fé
E fé não irá te ajudar a escapar
E com este anel esposo a verdade
E com este anel esposo o momento
E com este anel me finjo de morto
Mas ninguem está pedindo a verdade, então me deixe dizer:

Se você der uma reviravolta no seu amor
(Os segredos dos seus sonhos)
Podes descobrir que o seu amor se foi
(E não é bem o que parecia)
Aparentando desparecer
Sob todos os seus taciturnos temores

Às revelações da juventude de ar presunçoso
Ninguém virá pra te salvar
Então expresse sua paz nos murmúrios esboçados
Mas a juventude é desperdiçada nos jovens
Sua força é minha fraqueza, sua fraqueza meu ódio
Meu amor por você simplesmente inexplicável
Porque estamos eternamente congelados, para sempre belos
Para sempre perdidos dentro de nós mesmos

A noite veio para nos preservar jovens
A noite veio para nos preservar jovens
A noite veio para nos preservar jovens
A noite veio para nos preservar jovens
A noite veio para nos preservar jovens
A noite veio para nos preservar jovens

domingo, 30 de dezembro de 2007

ERGA-TE GRAFORRÉIA XILARMÔNICA

Documentário sobre O MELHOR grupo musical que o Brasil já teve.
Será?
Bem.. eu acho!
Beatles / Jovem Guarda / Cacofonia / Atonalidades / Bom Humor
(o último vídeo é uma fanfarronice minha)
hehehehe















EU SOU O RIO!

Black Future - "Eu Sou O Rio"

Samba apocalíptico. Pós-Punk Tupiniquim da melhor qualidade!


Eu Sou o Rio
Sou Zé do Queijo
Eu sou Zé Kétti
Joãozinho Trinta
Sou Cartola
Sérgio Mallandro
De todo bando
De marginais
Que assola a Lapa
Eu sou a Lapa
Eu sou a Alaska
Nesses lugares
Têm muita bicha
Eu sou o mar e ameaça
O Rio da praia
O Rio do futebol
O Rio da caipirinha e do sol
O Rio das favelas que fedem a lixo
O Rio, o Rio, o Rio das ruas engarrafadas
O Rio de muitas e muitas desgraças
O Rio do Madame Satã (Camisa Preta)
Apoteose, Brizolão
O Rio do desespero e da maldade
O Rio da mediocridade
O Rio da falta de sonhos
O Rio, O Rio, o Rioooooooooo...
Eu Sou o Rio!


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Qual personagem de Donnie Darko você é?

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Which Donnie Darko Character Are You?




You are Donnie Darko! You are confused and mentally unstable but you are a truly great guy who just wants to love, be loved, and not die alone. "I promise one day everything will be better for you."
Take this quiz!









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http://www.quizilla.com/users/fallinstar/quizzes/Which%20Donnie%20Darko%20Character%20Are%20You?%20/

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Renan Canalheiros




Num texto da Folha muito bem escrito, o filósofo Hélio Schwartsman escreve em um dos parágrafos:

"Não estou, é claro, defendendo o linchamento do senador. Tantos e tamanhos indícios devem converter-se num processo ao longo do qual Renan terá a oportunidade de defender-se, longe da tão temida pressão da mídia. Mas um mínimo daquilo que alguns chamam de vergonha na cara exigiria que Renan se afastasse da presidência do Senado e do próprio mandato de senador até que a situação estivesse judicialmente esclarecida em seu favor. Por bem menos políticos asiáticos costumam praticar o suicídio. No Brasil, porém, Renan não apenas se mantém no cargo como ainda manobra descaradamente para dificultar os trâmites da representação no Conselho de Ética. Nas horas vagas, distribui ameaças veladas, contra colegas que não estariam dispostos a apoiá-lo, e abertas, contra a editora Abril, responsável pela "Veja"."


Já eu estou inclinado a pensar que não adianta apenas achar que a culpa é nossa, e que devemos ter mais consciência ao votar. Infelizmente não dá. Aqui no Brasil não dá mesmo. Não dá nem pra votar nulo também. Aqui no Brasil nenhum exame de consciência ou estratégia de voto funciona, por causa dos currais eleitorais. Em qualquer Estado ou Município ou Vila existe curral eleitoral, que é formada por pessoas que supostamente serão beneficiadas com ajuda dos políticos concorrentes, seja com empregos públicos, seja com asfaltamento de rua, seja com cesta básica... as mais variadas ajudas.

E é por essa e outras que os vereadores, prefeitos, deputados, senadores, etc, vão 'cozinhando' sua participação política em banho-maria, tentando não serem descobertos em nenhuma falcatrua para não diminuir suas chances de reeleição - mas mesmo assim tranqüilos e cheios de manobras por causa das brechas nas leis (vide o Calheiros). Tranqüilos, também, porque o curral eleitoral estará lá para garantir que serão reeleitos. É só lembrar - para pegar os mais recentes - que Arruda, Jader Barbalho, ACM, Carlos Nader (filho de um dos anões do orçamento) tiveram "nova chance política". Portanto, nada vai mudar, amigos. Nem em mais de um século. Esse BIG BROTHER "legítimo" vai continuar existindo sem que precisem de teletelas para vigiar o povo, pois com curral eleitoral não é preciso vigilância.

O que é preciso ser feito é que haja uma campanha em massa, de todas as redes de televisão, rádios, jornais impressos, revistas, etc, para divulgar MESMO, com todas as L-E-T-R-A-S o que esses políticos fazem e qual a conseqüência que isso trás a curto-médio-longo prazo para o povo. Divulgar, em época de eleição, todas as negociatas sujas e todos os deslizes comportamentais (seja um caso extra-conjugal ou agressão em arquibancada de estádio de futebol) de todos os candidatos. Pendurar isso em folhinhas em todos os pés-sujos, restaurantes, parques, praças, trailers em cinemas...

Mas nossos comunicadores não farão isso porque a eles também interessa que tudo continue como está, seja por causa de rabo preso ou por facilitações pessoais em negócios (ex: concessões de rádios e TV), e até porque muitos políticos são acionistas ou mesmo donos de empresas de comunicação.

Eu não sei se tenho colhões para empunhar uma metralhadora e sair atirando por aí em políticos filhos da puta, sujos e caras-de-pau... pois jamais empunhei arma alguma.



Mas ando torcendo para que alguns tenham essa coragem!!!

terça-feira, 17 de julho de 2007

Doris Duke



http://rapidshare.com/files/41008367/doris_duke_-_1969_-_i_m_a_loser.rar

Baixei esse disco recentemente, depois de uma dica do meu amigo Zeca, numa comunidade do orkut. Raríssimo! É um exemplo do gênero chamado DEEP SOUL, o qual já estou assimilando em boas doses. É lírico, denso, romântico, algumas faixas são dançantes, e as melodias são extremamente lindas. Diz o Zeca que esse é considerado por muitos especialistas em SOUL como o melhor disco de DEEP SOUL de todos os tempos. Eu só vou anotando, baixando e ouvindo com muita alegria.

:)